A
QUINTA DO PAÇO DO SOBRALINHO |
O
Palácio do Sobralinho integra um parque, constituído por
jardins, horta e mata, num modelo de organização característico
das quintas que se formaram nos arredores de Lisboa. Sobretudo a partir
do século XVII, a região de Vila Franca atrai a fixação
de grande número de quintas, cuja posse pertencia à alta
nobreza, a quem estas quintas serviam de abastecimento e garantiam um
local refrescante no verão, fora de Lisboa. |
É
neste contexto, de quinta de recreio, que surge o Paço do Sobralinho,
cuja fundação remonta ao século XVII. O antigo solar
do Sobralinho pertenceu aos Manuel, Condes de Vila Flor, desde1661, tendo
sido o primeiro proprietário o 1º Conde, D. Sancho Manuel
de Vilhena (?-1677), membro da Corte que teve um papel militar importante
na Guerra da Restauração. Do primeiro paço, edificado em finais do século XVII, não nos ficou qualquer menção, nem, tão pouco, elementos construtivos deste período. Todavia, temos a indicação que o Palácio foi ampliado no século XVIII. A Quinta do Sobral de Alverca tornou-se a residência de campo dos Condes de Vila Flor, sendo a de Lisboa o Palácio de S. João da Praça. |
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A propriedade
foi herdada em família sucessivamente pelos Condes de Vila Flor
até ao 7º Conde de Vila Flor e 1º Duque da Terceira,
D. António José de Meneses de Noronha (1792-1860), o qual
mandou restaurar a casa. |
Em 1918 o paço do Sobralinho pertencia aos Condes de Sagres, e
é deste ano que temos o primeiro registo iconográfico deste
imóvel, do exterior e interior, na revista Ilustração
Portugueza. O Sobralinho, em 1919, foi comprado por Camilo Infante La Cerda, sogro do antigo embaixador de Portugal em Londres, dr. Armindo Monteiro, a quem foi cedida a habitação do espaço por volta de 1940. Foi então que o dr. Armindo Monteiro e sua mulher, Lúcia Infante La Cerda Sttau Monteiro, redecoraram o palácio luxuosamente para nele habitarem. Contudo, antes da reinauguração do remodelado edifício, um violento incêndio, na madrugada de 9 de Fevereiro de 1944, destruiu-o por completo, ficando apenas as paredes mestres do corpo central do edifício e os dois torreões. |
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Toda a propriedade foi então comprada por Ricardo Espírito
Santo Silva (1900-1955), conhecido banqueiro, empresário, homem
de cultura e mecenas. A sua morte em 1955, fará com que a propriedade seja herdada por uma das suas filhas e genro, Rita Espírito Santo e Rodrigo Leite de Faria, que iniciaram grandes obras de reconstrução, as quais se prolongaram até 1963. Esses trabalhos de recuperação estiveram a cargo do arquitecto Luís Possolo. |